The Walking Dead nasceu nos quadrinhos, ganhou popularidade mundial por meio da série de TV produzida pela emissora americana AMC e agora chega aos games. Se você pensa que esse é mais um “Resident Evil” ou “Left 4 Dead”, está muito enganado. Assim como nas HQs, o jogo de The Walking Dead fala sobre a sobrevivência de pessoas em meio a um apocalipse zumbi – conhecidos como errantes no universo da série. Seguindo o foco dos quadrinhos, o jogo tem mais ênfase no relacionamento dos personagens do que na luta contra os mortos vivos. E a melhor forma de traduzir isso em game é deixar a ação de lado e partir para um gênero mais interativo. E a fórmula escolhida é uma velha conhecida dos jogos: aponte-e-clique. Jogadores mais antigos provavelmente se lembram de clássicos como Monkey Island e Full Throttle, que ajudaram a disseminar um gênero muito famoso nos computadores no início da década de 1990. The Walking Dead funciona de forma parecida: você até controla o personagem, mas boa parte da ação está em interagir com objetos e personagens. O desafio é resolver pequenos quebra-cabeças usando itens encontrados e conversas com demais personagens. No caso de The Walking Dead, os diálogos são parte fundamental do gameplay, já que tudo que você influencia os acontecimentos seguintes. As suas escolhas no decorrer do jogo decidem quais personagens ficam vivos e quais são sacrificados, além de moldar a personalidade do protagonista Lee. Lee inicia o jogo no camburão de um carro de polícia, sendo levado em direção a cidade de Atlanta. Só que no caminho, alguma coisa estranha parece estar acontecendo. Carros e helicópteros da polícia passam no sentido contrário e o distraído policial acaba causando um acidente. Sozinho, machucado e com um passado misterioso, Lee encontra uma jovem garotinha e promete protegê-la. O desenrolar da história conta com a presença de alguns personagens conhecidos da HQ e da TV, como Glenn e o fazendeiro Hershel. No entanto, os acontecimentos dão a entender que o Episódio 1 do game se passa antes dos primeiros acontecimentos dos quadrinhos. O sistema de interação com o cenário e itens funciona de forma muito simples nos consoles: com uma alavanca analógica você controla o personagem e com a outra a retícula – que no PC é controlada pelo mouse. Curiosamente, esse sistema acaba funcionando de forma mais intuitiva nos consoles do que nos computadores, já que quando existe mais de uma opção a ser escolhida, é mais fácil apertar o botão correspondente no controle do que levar o dedo até os números no teclado do computador. Pequeno detalhe, mas que pode ser uma dica para quem está na dúvida de em qual plataforma jogar. O que torna The Walking Dead único é o sistema de ação que acontece em momentos críticos – principalmente nas lutas contra os errantes. É preciso movimentar a retícula rapidamente em um curto espaço de tempo para interagir e lutar contra os adversários. Se você demorar, é game over. Isso adiciona uma dose interessante de ação a um gênero conhecido por ser bem parado. A solução da Telltale Games funciona perfeitamente de acordo com o propósito do game. O mais divertido é ver suas decisões causando diferenças na história a todo o momento. Suas respostas são lembradas pelos personagens e você decide o destino de muitos deles. Essas decisões serão levadas em conta até o final da série, que terá 5 episódios. The Walking Dead Episode 1 é curto, demora cerca de três horas para chegar ao fim. No entanto, as diversas opções podem incentivar você jogar novamente para conhecer outros caminhos da história. Fica aqui nosso relato que algumas cenas correm demais com a narrativa, deixando algumas oportunidades boas passar – como na fazenda de Hershel, que não representa nem 15 minutos de jogo. Entendemos que um jogo episódico precisa ser dinâmico, mas a Telltale ainda pode encontrar um melhor equilíbrio das próximas vezes. Com uma história tão intrigante como a dos quadrinhos, The Walking Dead Game Episode 1 nos surpreendeu positivamente. É um jogo simples e feito para todos os públicos. Mal podemos esperar para jogar a segunda parte.
Já considerada por muitas como a “melhor série de ficção científica” já produzida para os videogames, Mass Effect tinha uma importante missão: terminar com chave de ouro a trilogia iniciada em 2007. Talvez ninguém esperasse que o episódio final fosse trazer tanta polêmica. A INFO jogou e dá seu veredicto final sobre Mass Effect 3. Antes de começar, vamos contextualizar: logo quando lançado nos Estados Unidos, em março, Mass Effect 3 causou muita polêmica por conta de seu final. Jogadores de todo o mundo ficaram revoltados, fizeram abaixo assinados e pediram para que a Bioware mudasse o final do jogo. Por que tanta revolta? A variações dos possíveis finais, segundo os jogadores, desrespeita todo o legado de escolhas que a série tem como principal característica desde o começo. Por enquanto, vamos apenas dizer o seguinte: sim, o final é estranho. Mas falamos mais sobre ele daqui a pouco. Mass Effect 3 começa onde o DLC “Arrival”, de Mass Effect 2, acaba. Os Reapers, criaturas que dizimam a população de todo o universo de tempos em tempos, estão se aproximando para renovar o ciclo. Apesar de vários avisos do comandante Shepard, nem os humanos nem as demais raças alienígenas levaram o assunto a sério – achando que tudo era apenas uma lenda antiga. A primeira fase de Mass Effect 3, no entanto, reflete o erro causado por todos, e mostra a Terra sendo atacada pelos Reapers. A história, claro, é a principal característica desse RPG que foi um marco no mercado. Todas as escolhas feitas nos jogos anteriores são levadas em consideração e fazem muita diferença nos eventos que acontecem. Se um personagem morreu no episódio anterior, por exemplo, ele não estará presente na história. Essa é a característica que fez Mass Effect ser diferenciado e também o torna único em meio a todos os demais jogos do gênero. Se em Mass Effect 2 você precisava reunir membros para uma missão suicida, em Mass Effect 3 os objetivos são bem maiores: conseguir aliados para combater os Reapers. E toda ajuda é necessária, desde heróis até frotas aéreas de raças não tão amigáveis. A guerra contra os Reapers é maior do que qualquer diferença entre as raças do universo, e Shepard precisa fazer com que todos entendam isso – e rápido. Só que no meio do caminho, um antigo “aliado” se transforma em vilão: o Illusive Man, misterioso agente a frente da organização Cerberus, tem diferentes planos em relação aos Reapers e será uma pedra no sapato ue Shepard precisará resolver. Todas as missões de Mass Effect 3 são incríveis. Se passam em cenários muito bem desenvolvidos e com enredos bastante convincentes. Nada soa forçado e a todo momento você se pergunta quanto tempo ainda resta para o Universo inteiro ser dizimado pelos Reapers. A pressão e a corrida contra o tempo torna tudo muito prático, o que é satisfatório por simplificar as missões e dar uma boa pitada de adrenalina. Por meio de um gráfico, você consegue acompanhar o tamanho da força aliada conquistada para combater os Reapers. Conforme vai realizando as missões principais e também algumas alternativas, o gráfico começa a ficar mais favorável para o combate final. Para ter força total, no entanto, é preciso completar todas as missões principais e secundárias na história e também jogar algumas partidas do modo multiplayer. Pela primeira vez, Mass Effect conta com uma modalidade multijogador. Só que ao contrário do óbvio, não se trata de um modo de Deathmatch como em Halo ou Call of Duty. O objetivo é lutar cooperativamente com até mais três pessoas, em diversas localidades do jogo. Você cria um personagem podendo escolher entre classes e raças, e representa as forças locais que ajudam Shepard a reduzir as forças inimigas enquanto o comandante faz o trabalho sujo. Na prática, a modalidade multiplayer funciona como o modo Horda, de Gears of War, onde é necessário derrotar ondas de inimigos. A diferença é que pequenos objetivos são dados durante as partidas, como desativar computadores ou eliminar inimigos mais fortes, e ao final toda a experiência ganha pode ser usada para melhorar os personagens além de comprar upgrades para as armas. Conforme você avança no modo multiplayer, novas opções para customização aparecem – além de aumentar o seu domínio em diversos setores do Universo, garantindo melhor eficiência do ataque final no modo história. A integração entre o offline e o online funciona muito bem, e quem não quiser jogar o modo multijogador, conseguirá lutar contra os Reapers da mesma forma. Mass Effect nasceu como um jogo muito mais RPG do que ação, com poucas opções de combate e controles bem complicados na hora dos tiroteios. Já Mass Effect 3 evolui muito e é um legítimo jogo de tiro em terceira pessoa – é possível até jogar ele inteiro sem se preocupar com a parte de RPG, em uma opção onde o computador se responsabiliza pelas escolhas nos diálogos. Por outro lado, os apreciadores de uma boa história também poderão “pular” as partes de combate e jogar apenas os momentos mais focados no enredo. Os tradicionais poderão, claro, fazer as duas coisas normalmente. Essas opções são feitas logo no começo do jogo, como em uma escolha de dificuldade. As novidades no gameplay incluem movimentos mais livres para Shepard nos combates, como rolar livremente, e também dezenas de novas opções no arsenal. A customização das armas e sua variação tornam muito mais diversificado os confrontos, dando também bastante importância para a utilização de poderes Bióticos e Sintéticos – marcas registradas da série. A versão de Xbox 360 ainda tem suporte a comandos de voz pelo Kinect. Sinceramente, não entendemos porque a versão para PS3 e PC não possuem uma opção semelhante usando um microfone qualquer. Na verdade, até sabemos: jogada de marketing da Microsoft para tentar vender uma versão “mais completa” para seu videogame. No fundo, até é divertido comandar seu esquadrão e escolher as respostas nos diálogos falando em voz alta. Mas no final das contas, apertar um botão sempre é mais intuitivo e cômodo do que falar. Dito tudo isso, vamos voltar a grande polêmica: o final. Na verdade, são três tipos de finais diferentes com uma pequena variação entre eles. O que incomodou os fãs é que a diferença entre cada um é mínima – e é mesmo. Para nós, isso não foi um fator problemático. O mistério relacionado aos finais, no entanto, tange algo que vai além: a compreensão das entrelinhas. Muito provavelmente, a parte final de Mass Effect 3 é metalinguística e não representa exatamente o que está sendo visto. Pelo menos, essa foi a nossa impressão ao jogar até o final algumas vezes. Observando as cenas finais, realmente existem muitos acontecimentos que não parecem se encaixar e até mesmo quebram o roteiro. Isso só fortalece nossa tese que existe um sentido além das imagens mostradas nas cenas – e essa teoria desenvolvida por muitos fãs explica bem o nosso ponto de vista . No entanto, mesmo compreendendo a intenção da Bioware em fazer uma “pegadinha” nos diferentes finais, existe um ponto em que os fãs tem total razão: as escolhas feitas fazem pouca ou nenhuma diferença na parte final. E isso nós sentimos como um tiro saindo pela culatra. Como dissemos, você passa Mass Effect 3 inteiro recrutando aliados para a batalha final. Mas quando chega a hora H, parece que tudo isso se transformou apenas em algoritmos para calcular se você seria bem sucedido ou não. A partir daí, os finais são escolhidos de acordo com uma decisão tomada em seguida, ignorando todas as outras já feitas ao longo da série. Talvez por isso, ficamos frustrados com a parte final de Mass Effect 3; por ele não recompensar nossas decisões. É verdade que, durante todo o jogo, as escolhas feitas em ME e ME2 fazem muita diferença, mas o que é feito no jogo não reflete no final do mesmo. Isso não chega a tirar totalmente o brilho dessa obra de arte da Bioware, não é nem metade do motivo alegado pelos fãs para “exigir” uma mudança da empresa. Apesar dela já ter anunciado que vai lançar um conteúdo para “explicar e expandir” o final de ME3, acreditamos que o principal problema não poderá ser consertado. Portanto, Mass Effect 3 perdeu a chance de ganhar uma nota máxima como seu antecessor. Mas não se engane: é uma aventura de tirar o fôlego do começo ao fim. Um produto que representa o amadurecimento dos jogos como um todo e da sua forma de contar uma história. Vai marcar para todo o sempre a história do entretenimento como uma incrível saga de ficção científica. Mass Effect está para os games assim como Star Wars está para o cinema. Só esperamos que as “novas partes” não nos desagradem tanto quanto as de George Lucas.
Qual nerd nunca sonhou em ser um Jedi? As adaptações de Star Wars nos games existem desde 1983, no Atari, passando por praticamente todos os consoles e portáteis lançados até hoje. Faltava, no entanto, um jogo que você controlasse os poderes de um Jedi usando as próprias mãos. Não mais. Kinect Star Wars foi mostrado pela primeira vez na E3 de 2011 e não impressionou. As dúvidas sobre como seria a jogabilidade utilizando o acessório Kinect do Xbox 360 levantaram mais suspeitas do que esperanças. Partindo dessa premissa, o jogo até que supera as baixas expectativas – mas continua decepcionando quem esperava por um grande jogo da série. Controlar um Jedi usando apenas o seu corpo tem partes boas e ruins. A melhor de todas é controlar a Força. Erguer o braço esquerdo e controlar objetos e inimigos no ar é incrível. Nenhum jogo da série conseguiu transmitir tão bem a sensação de ter essa icônica habilidade. Gostamos tanto de controlar a Força que poderíamos muito bem visualizar o jogo como “Kinect Star Wars: The Force”, mas infelizmente outras mecânicas não se adequaram tão bem. O modo principal de Kinect Star Wars apresenta uma história paralela contando as aventuras de um grupo de Jedi novatos. Com a companhia de alguns dos mais famosos personagens da franquia de George Lucas, como o mestre Yoda, você passa por icônicas localizações do universo da saga. A jogabilidade é uma mistura de um jogo nos trilhos, como os da série House of the Dead, e Kinect Adventures. Achou a mistura estranha? Pois essa foi a melhor forma encontrada pela Microsoft Studios para fazer um jogo de aventura em terceira pessoa sem se preocupar com a movimentação exclusiva pelo Kinect. Isso quer dizer que em boa parte do tempo os personagens vão andar sozinhos, deixando para você a missão de atacar, saltar, desviar e avançar nas horas certas. O reconhecimento dos movimentos é interessante. A maior sacada foi transferir os movimentos feitos pelo jogador para uma animação pré-determinada dos personagens, que não espelham o que você faz exatamente. Isso evita bugs e movimentos irreais que vemos nos demais jogos para Kinect. Se você levanta o seu braço, o personagem faz o mesmo; mas usando uma animação e limites próprios. Isso tem um efeito bacana que torna muito mais natural o que é visto na tela. Se a movimentação dos braços agrada, o controle do sabre de luz é um verdadeiro problema. Talvez o maior problema seja fingir segurar um sabre de luz sem estar segurando nada – mesmo empecilho de controlar jogos de corrida usando o Kinect e não tendo nada físico como referência. A experiência ainda fica mais complicada pela imprecisão dos movimentos com os sabres e de um pequeno atraso na resposta do que é feito e o que é visto na tela. Durante os frenéticos combates do modo história, você precisará apenas balançar os braços freneticamente para deferir os mais variados golpes, sem se preocupar muito. Alguns inimigos exigem movimentos precisos ou no momento certo – e é aí que você percebe o quanto é chato controlar o sabre de luz com o Kinect. Duelos são ainda mais irritantes, já que dificilmente seus movimentos darão certo. A aventura narrada é muito simples, com cenas envolvendo combates, controle de veículos e duelos. A repetição de jogabilidade aliada com a falta de precisão do controle do sabre de luz fará esse modo ser cansativo após a segunda hora de jogo. Recomendado para os jogadores mais novo, até eles podem se cansar após algum tempo. Os incentivos para continuar são quase nulos. Mas a Microsoft foi esperta o suficiente para notar que emular o controle de um Jedi em um modo aventura não seria o suficiente para que Kinect Star Wars fosse interessante para um público mais amplo. Por isso ela inseriu alguns modos extras, e vamos comentar sobre os dois principais. Em Rancor Rampage você controla a enorme criatura Rancor. O objetivo é simples: destruir o máximo de coisas possível em uma cidade. A ideia é ótima e transformar o jogador em um monstro foi um dos exemplos mostrados no primeiro vídeo do Kinect, quando ainda se chamava Projeto Natal. A movimentação do personagem não é das melhores, mas a satisfação de balançar os braços e derrubar construções compensa a dor de cabeça. E o outro modo que queremos comentar é o Galaxy Dance-Off, o polêmico minigame musical que causou a fúria de alguns fãs mais fervorosos da franquia. Tudo isso porque icônicos personagens da série, como a princesa Leia, dançam remixes de famosas músicas da atualidade com letras adaptadas. Paródias como “I’m no hologram girl”, remix de “Hollaback Girl”, de Gwen Stefani, são muito divertidas e engraçadas. O minigame utiliza os mesmos recursos de Dance Central, jogo que também é da Microsoft. Nos impressionamos com a quantidade de faixas – mais de dez – que podem ser desbloqueadas conforme o avanço nas músicas. É uma forma divertida de entrar no universo da série, de uma forma nunca antes vista. Nós gostamos e aprovamos a ideia. Kinect Star Wars erra em características que fogem do alcance tratando-se de um jogo exclusivamente controlado pelo Kinect. Ele reforça nossas preocupações que nenhum outro gênero que não seja dança ou fitness consiga se sair bem com o acessório. A falta de precisão e limites de hardware impedem que a experiência seja melhor. Pensamos, por diversas vezes durante o jogo, se uma versão para o PS Move não faria mais sentido. Uma combinação entre esse o controle de movimentos do PlayStation 3 com o Kinect do Xbox 360 resultaria em um incrível comando da força e do sabre de luz. Talvez, esse seja o caminho para o futuro. Talvez a Microsoft insista em forçar versões totalmente dependentes como Kinect Star Wars, que perde o brilho exatamente por suas limitações e problemas de comandos.
Cada vez mais popular no Brasil, as lutas de artes marciais mistas ganham as rodas de conversas em bares e também os videogames. O mais novo jogo do UFC chega oficialmente ao Brasil com 20 lutadores nacionais e legendas em nosso idioma. Anderson Silva, Cigano, Wanderlei Silva, José Aldo… Esses nomes fizeram muito mais sucesso em 2011 do que Ronaldinho’s e Kaká’s no Brasil. O país do futebol se rendeu ao Ultimate Fighting Championship, o UFC, que agora recebe seu terceiro game oficial. UFC Undisputed 3 é a versão definitiva que retrata com extrema veracidade toda a experiência das lutas reais. Após um ano de hiato, a produtora THQ renovou a série e a tornou acessível para um público mais amplo, aproveitando-se da popularidade da modalidade. E com isso na cabeça, as principais mudanças de UFC 3 são na jogabilidade. Antes tida como muito complexa até para jogadores experientes, agora comandar os lutadores é uma tarefa mais compreensível e fácil. Logo de cara o game oferece dois tipos de comandos: casual e pró. O primeiro é indicado para entusiasta do esporte que não tem muita intimidade com o joystick. Com essa opção ativada, todos os golpes de agarrão são simplificados para movimentos com o analógico direito. Surpreendentemente, até mesmo os controles Pró são acessíveis, oferecendo mais controle para quem se arriscar a decorar algumas dezenas de combinações. E tornar o jogo acessível realmente foi o lema da vez. Vários tutoriais e dicas não deixam o jogador perdido em nenhum momento. Esse acompanhamento é percebido, principalmente, durante o modo carreira – o nosso favorito. No carreira você pode criar seu lutador e personalizá-lo da forma como desejar, alterando atributos físicos, habilidades, personalidade, estilos e até mesmo provocações. O objetivo é se tornar o grande campeão da divisão escolhida, e as opções são bem variadas com o decorrer das lutas. Além de assinar contratos com patrocinadores e customizar seu equipamento, é possível melhorar as habilidades em treinamentos. Aprender e aperfeiçoar novos golpes acontece em academias reais, onde você treina contra colegas de octógono até dominar totalmente as habilidades. Quer aprender aquele chute incrível do Anderson Silvia que derrubou Vitor Belfort? Basta ir até a academia Black House e aprender com o próprio! Para aperfeiçoar atributos, como força ou velocidade, basta realizar mini-games que utilizam os mesmos comandos das lutas. Por exemplo, mover um pneu de caminhão para os locais indicados fazendo os movimentos de agarrão. Algo muito legal é que, de acordo com sua evolução, videos com depoimentos dos lutadores são desbloqueados, tornando a experiência ainda mais imersiva. Além do Carreira, também nos aventuramos nas modalidades de lutas rápidas, lutas online (onde perdemos até pedir água), defesa de título, treinamentos e Pride. E gostaríamos de destacar esse último. Com mais um ano de produção, a equipe da THQ conseguiu adicionar algumas features que seriam impossíveis de estar presentes caso o ciclo de produção fosse de 12 meses. E a principal novidade inclusa no tempo adicional foi o Pride; uma modalidade de lutas antecessora ao UFC onde a pancadaria era ainda mais violenta. O Pride tinha menos regras e os ringues metade dos lados. UFC 3 tem uma lista seleta dos principais lutadores dessa modalidade, muito famosa no Japão, incluindo muitos brasileiros como os irmãos Nogueira. O legal é que é permitido jogar com os lutadores do Pride nas lutas de UFC e vice versa. Mentira, o mais legal é escutar a narração dos japoneses enlouquecidos. O tempo extra também deu a THQ chance de adicionar novidades na jogabilidade, como novos golpes, tipos de finalização por submissão, entradas nos ringue, sistema de fadiga, recuperação entre os rounds e posições variadas nas lutas de solo.O sistema de submissão, aliás, ganhou um mini-game onde os jogadores são representados por símbolos em um octógano. O lutador atacante precisa permanecer o maior tempo possível com seu símbolo em cima do adversário, que por sua vez deve se afastar. O sistema é uma forma eficiente de mostrar aos jogadores quão perto a submissão está de acontecer. Tudo isso torna UFC 3 ainda mais completo para quem gosta de explorar cada detalhe e oportunidade. Com mais de 20 lutadores brasileiros, legendas em português e Anderson Silva na capa, UFC Undisputed 3 é uma prova que o Brasil está em evidência tanto no esporte quanto nos games. Uma aposta de uma empresa que passa por momentos financeiros difíceis e enxerga nosso país como uma boa forma de dar a volta por cima. Após muitas lutas e KO’s (nem sempre favoráveis), chegamos a conclusão que UFC Undisputed 3 é um excelente simulador das lutas. No entanto, não é perfeito; ainda achamos que a THQ não conseguiu simular os impactos dos golpes com tanta veracidade. UFC 3 é feito para quem já assistiu, pelo menos, uma luta narrada pelo Galvão Bueno e se interessou. Desde os fanáticos até os simpatizantes, quem gosta de UFC vai gostar de Undisputed 3. *UFC Undisputed 3 é distribuído no Brasil pela Arvato Games
Acompanhando o lançamento do filme em animação, As Aventuras de Tintim: O Jogo narra os mesmos acontecimentos do longa onde o repórter Tintim investiga o segredo do náufrago de um importante navio da família do capitão Haddock. Assim como o filme, o jogo começa contando como Tintim conheceu o Capitão Haddock, antes de caírem em um deserto após um pequeno imprevisto no avião em que estavam. O enredo acompanha os acontecimentos do filme, mas muda alguns fatos, como a troca de vilões e a adição de novas cenas
Metal Gear é uma das principais franquias dos videogames de todos os tempos. Com enredos extremamente complexos, jogabilidade única, clima cinematográfico e um protagonista idolatrado pelos fãs, nenhuma outra série conseguiu alcançar o mesmo nível que ela.
A THQ, produtora de jogos responsável por séries como Warhammer, UFC e Saints Row, vai começar a fabricar seus jogos no Brasil a partir de janeiro de 2012.
Possível propaganda do novo “Xbox 720″ em um trailer de Hollywood
A série de tiro em primeira pessoa e estratégia Rainbow Six voltará em 2013 com o jogo Rainbow 6 Patriots, em desenvolvimento pelos estúdios da Ubisoft Montreal e com versões para Xbox 360, PS3 e PC. Rainbow 6 Patriots contará o confronto de forças especiais contra terroristas em uma época moderna-atual com uma campanha single-player dinâmica e repleta de ação, assim como aconteceu com os jogos Rainbow Six Vegas e Rainbow Six Vegas 2